domingo, 13 de junho de 2010

A arte de toque na massoterapia


Tocar o corpo de uma pessoa é muito mais do que colocar a mão sobre um ser humano. É algo muito mais profundo, sério, envolvente e é necessário ter muita responsabilidade. Nosso toque não é igual ao toque de outro profissional (médico, dentista, fisioterapeuta, etc.), nosso toque significa se integrar ao cliente de maneira tal que possamos nos envolver em seu campo áureo e receber desta alma, através de nossas mãos todas as informações necessárias para que a ajudemos a se curar.




Nosso toque não é curativo por princípio, mas o é por conseqüência, uma vez que nos integramos com o ser que estamos tocando, fazendo com que se sinta confortável, seguro e esperançoso. A cada dia, nesta vida moderna, o toque terapêutico se torna mais necessário, resgatando o abraço amigo, o colo dos pais, o aconchego do seio familiar.



A vida moderna trouxe a carência de toques amigos e supervalorizou o toque sensual, a sexualidade com liberdade trouxe a desconfiança no ato de tocar. A cada dia mais tristezas invade o coração humano e através da massagem podemos resgatar o prazer inocente da amizade e do toque curativo. Quantas vezes, quando criança nos machucamos e apenas uma passada de mão da mamãe ou do papai sobre o local dolorido, e a dor cessava. O toque terapêutico tem este poder de resgate.



O massoterapeuta trabalha nos músculos do corpo, mas antes de atingi-lo com seu toque ele entra em contato com o maior órgão do ser humano, a pele. Esta é muito sensível, pois esta repleta de sensores altamente capazes de perceber tudo a sua volta, por isso é muito importante que o profissional do toque tenha uma mente tranqüila, serena e que ame sua profissão, para que o cliente sinta confiança e tranqüilidade durante a massagem. Não saia apertando músculos, deixe a pele de seu cliente se acostumar com você, por isso nos treinamentos sempre recomendamos nunca tirar as mãos de seus clientes. Esta adaptação pode ser lenta. Na sua mente não deve ter apenas as técnicas que irá aplicar, mas o desejo sincero de ajudar.

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